Infecções relacionadas à Assistência à Saúde

O projeto IRAS (Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde) iniciou-se em abril de 2020 e será realizado até final de outubro de 2021, e faz parte das ações de segurança ao paciente. A meta do Ministério da Saúde com o projeto é reduzir a incidência de infecções em pacientes internados nos hospitais públicos do Brasil, as chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). No Instituto Federal de Goiás (IFG), a pesquisa que está sendo desenvolvida, com recursos do Ministério da Saúde, intitula-se Estudo epidemiológico de efetividade do monitoramento e controle de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde, pelo uso de uma ferramenta digital implantada no âmbito das Comissões de Controle de Infecções Hospitalares.

As IRAS – pneumonia associada a ventilação mecânica, infecção de trato urinário, infecção de sítio cirúrgico, infecção primária de corrente sanguínea e outras – são bastante recorrentes nas unidades hospitalares brasileiras, gerando um grande número de internações. Somadas a resistência bacteriana aos antimicrobianos, que representam problemas globais de saúde pública. O uso inadequado desses medicamentos pode ocasionar, ainda, o aumento da taxa de permanência hospitalar, tratamentos sem efetividade e ampliação no número de óbitos.

Para tentar reduzir tais problemas, esse projeto propõe avaliar a efetividade de uma ferramenta tecnológica digital para monitoramento e controle das IRAS. Para isso, um grupo de pesquisadores do IFG de Águas Lindas, Goiânia Oeste, Valparaíso e de Pernambuco, bem como das universidades federais de Goiás (UFG) e de Pernambuco (UFPE) estão realizando o estudo em 20 hospitais públicos do Estado de São Paulo e Goiás.

Além de implantar a tecnologia em cada unidade de saúde (conheça os hospitais participantes), os pesquisadores vão monitorar, por meio dessa ferramenta tecnológica, uma série de desfechos de um grupo de pacientes, a fim de traçar perfis. Entre os desfechos, estão: taxa de infecção de IRAS, tempo de permanência de internação hospitalar, taxa de letalidade, resistência antimicrobiana por IRAS e custos hospitalares. Mas de que forma será feito isso? Essa ferramenta vai integrar ao prontuário dos pacientes e sistema laboratorial, com isso, será realizada uma avaliação antes e depois da implantação das chamadas Centrais de Avaliação e Monitoramento.

Com alimentação em tempo real, haverá integração da ferramenta aos sistemas de gestão dos hospitais e laboratórios de análises clínicas. Os dados serão coletados e depois passarão por tratamento estatístico, que vão identificar o que ocasionou as IRAS. E, a partir daí, o grupo de pesquisa vai propor ações com objetivo de diminuir a taxa de infecção hospitalar, reduzir os custos com o atendimento e ter dados para elaboração de políticas públicas de prevenção dessas infecções.

Participantes do estudo

Serão analisados os dados de prontuário eletrônico de usuários da saúde com internação hospitalar dos hospitais selecionados, com idade igual ou superior acima a 18 anos, de ambos os sexos, que apresentarem IRAS, ou forem diagnosticados por COVID-19.

Principais resultados esperados

A efetividade da ferramenta digital no controle e monitoramento das IRAS, para:

● Redução da taxa de incidência de IRAS, estimadas de acordo com os Critérios Diagnósticos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, em pacientes diagnosticados com COVID-19.

● Redução da taxa de resistência antimicrobiana (bactérias resistentes a antibióticos).

● Redução da taxa de letalidade por IRAS. 

● Redução do tempo de permanência hospitalar. 

● Redução dos custos hospitalares em decorrência de IRAS. 

Saiba mais sobre o projeto em âmbito nacional, no site do Ministério da Saúde: https://saude.gov.br/saude-de-a-z/seguranca-do-paciente